A primeira coisa que fui fazer no dia seguinte foi visitar a Piazza Navona de novo, afinal a decepção da noite anterior não me permitiu ver os detalhes. A praça tem uma forma elíptica bastante alongada, pois séculos e séculos atrás foi, antes de praça, o estádio de Domiciano, e até hoje manteve a sua forma. Possui três belas fontes, uma em cada extremidade e uma no meio, sendo esta ornada com um obelisco egípcio, como era a moda antigamente. Gostei especialmente de uma em que Netuno está retratado matando um polvo gigante.
| Netuno derrota um polvo gigante. |
A praça é dominada por cafés e restaurantes, e várias barraquinhas de vendedores de suvenires, boa parte dos quais, surpreendentemente, é de aquarelas falsas. Só vi um pintor de verdade pintando aquarelas. Se eu tivesse contido meu impulso, poderia ter comprado um original dele. É nesta praça que fica a embaixada do Brasil.
| Piazza Navona. A forma elíptica veio do antigo estádio sobre o qual a praça foi construída. |
Em seguida fui caminhando até o Panteão, outro famosíssimo monumento romano. O Panteão foi construído durante o reinado de Adriano e era dedicado a todos os deuses romanos. Ele chama a atenção por duas coisas. A primeira, pelo seu excelente estado de conservação, tendo conseguido manter-se de pé através dos séculos. O segundo, pela enormidade de sua cúpula, que está escondida atrás do gigantesco pórtico.
O Panteão detém um monte de recordes, sendo o templo romano mais bem conservado, tem a maior cúpula de alvenaria da história da arquitetura, é o precursor de todos modernos locais de culto ocidentais e é a estrutura da antiguidade mais copiada da História.
Ao contrário dos gregos, que faziam suas construções para serem admiradas de fora, os romanos apreciavam também criar belos espaços interiores. O Panteão é um ótimo exemplo disso. Além do mais, ele foi criado para fazer um recinto fechado que isolasse quem está dentro do mundo exterior e todos os seus problemas, favorecendo o culto e a proximidade com os deuses. É este conceito de templo que perdura até hoje nas igrejas ocidentais, o que faz do Panteão assim precursor, como falei acima.
| O panteão, em toda a sua glória. |
O Panteão detém um monte de recordes, sendo o templo romano mais bem conservado, tem a maior cúpula de alvenaria da história da arquitetura, é o precursor de todos modernos locais de culto ocidentais e é a estrutura da antiguidade mais copiada da História.
Ao contrário dos gregos, que faziam suas construções para serem admiradas de fora, os romanos apreciavam também criar belos espaços interiores. O Panteão é um ótimo exemplo disso. Além do mais, ele foi criado para fazer um recinto fechado que isolasse quem está dentro do mundo exterior e todos os seus problemas, favorecendo o culto e a proximidade com os deuses. É este conceito de templo que perdura até hoje nas igrejas ocidentais, o que faz do Panteão assim precursor, como falei acima.
A construção se manteve bem conservada porque foi construído como templo romano, mas foi transformada em basílica cristã bastante cedo, ficando assim protegido da espoliação.
O Panteão que conhecemos foi construído sobre o antigo templo de Netuno. Dando a volta é possível ver os vestígios do antigo templo na parte posterior do edifício.
Passar pelas colunas gigantescas da entrada e se deparar com aquela cúpula colossal é uma experiência única. No topo há um buraco a céu aberto, com oito metros de diâmetro que se abre para o céu. A cúpula é perfeita, com exatamente 43,3 metros de altura por 43,3 metros de largura. Ali se encontra o túmulo de personagens ilustres como o artista renascentista Rafael e os reis Umberto I e Vittorio Emanuele II.
Em seguida ao Panteão, fui caminhando até o Coliseu para finalmente conhecê-lo. O legal de Roma é que tudo é relativamente perto de tudo, portanto se você for jovem ou disposto, pode fazer tudo a pé (eu mesmo peguei o ônibus duas vezes em toda a estadia, um para ir da estação de trens até a casa de minha prima e outro para voltar da casa de minha prima até a estação novamente). Além do quê, é uma cidade magnífica. Cada passeio vale a pena.
Antes dei uma passada em no Largo di Torre Argentina, que não tem nada a ver com os nossos muy queridos vizinhos, mas por causa de uma torre que fazia parte de uma residência antiga, de um tal senhor Johannes Burckardt, nativo de Estrasburgo, cujo nome latino é Argentoratum. O Sr. Burckardt gostava de denominar-se argentinus, e daí o nome pegou.
O largo é legal porque contém várias ruínas de templos romanos (um aspecto genial de Roma é que o tempo todo você dá de cara com alguma ruína romana. Ruína para cá, ruína para lá, a cidade está em ruínas!).
Lá, além dos templos, atualmente é um santuário de gatos, que vagabundeiam por Roma desde os tempos mais remotos.
Prosseguindo o passeio dei uma parada no monte Capitolino, uma das sete colinas de Roma, para ter uma vista dos fóruns de cima. No alto dessa colina fica a prefeitura de Roma, e atrás há um miradouro com uma vista magnífica para os fóruns romanos.
É gostoso caminhar por Roma para absorver a alma desta cidade. Como desde sempre é lotada de artistas de rua fazendo as coisas mais incríveis, sorveteiros vendendo os estupendos sorvetes italianos, pedintes (infelizmente faz parte), etc. A cidade é barulhenta, vivaz, e imensamente bela. Não entenda barulhenta como pejorativo (ainda não chegamos em Nápoles), mas mais como alegre. Há uma aura diferente nesta cidade, algo especial.
Em seguida, desci a rua dos fóruns imperiais — que são diferentes do fórum romano — em direção ao Coliseu. Esta magnífica estrutura é estarrecedora. Eu acreditava que seria menor do que parece, mas é o contrário. Sua estrutura é tão sólida, tão maciça, que sobreviveu a inúmeros terremotos e guerras. É verdadeiramente um colosso, um auge da criatividade e tecnologia romana. Em outras palavras, eita povo admirável!
A fila para entrar percorre boa parte do andar térreo do Coliseu, e enquanto eu esperava pude admirar a solidez e tamanho das colunas que sustentam a estrutura. É uma coisa impressionante. Ademais, olhando todas aquelas arcadas, não pude deixar de lembrar de uma coisa curiosa.
A prostituição sempre foi muito difundida na Roma Antiga. No Coliseu, as prostitutas costumavam ficar embaixo dos arcos, esperando clientes. Durante os intervalos dos jogos, se podia contratar uma delas e divertir-se ali mesmo, sob os arcos do Coliseu. Daí surgiu o termo "fornicar", que veio do latim, fornicare, pois arco, nessa língua, é fornix.
Entrando lá, olhando para cima e vendo o que sobrou daquelas arquibancadas que um dia hospedaram mais de 50.000 pessoas, pensei como se sentiria um gladiador ao chegar na arena e ser saudado por esta multidão eufórica, ou como se sentiria apavorado um escravo ou cristão que fosse arrastado até lá para a sua morte truculenta.
A palavra "arena" vem exatamente daí, pois o chão do Coliseu era coberto de areia, arena, em latim, para absorver o sangue dos feridos e mortos e também para esconder os alçapões de onde eram alçados os animais e bestas selvagens que eram caçados pelos gladiadores ou que atacavam os jogadores.
A visita serviu também para mostrar-me como certos hábitos nunca mudam. Desde os tempos de Roma, 2000 anos atrás, há gente que rabisca as paredes e depreda o patrimônio público. No Coliseu, muito do revestimento de mármore foi rabiscado por espectadores, que escreviam os nomes dos seus gladiadores preferidos, desenhavam lutas memoráveis, entre outras coisas.
Saí do edifício sempre olhando para atrás, pois não tem como não encher os olhos. É uma coisa estupenda! Bem que havia escrito Beda (672 - 735):
Ou seja, "Enquanto existir o Coliseu, existirá Roma; quando cair o Coliseu, cairá Roma; quando cair Roma, cairá o mundo".
Em seguida a visita deste ícone romano, segui para um dos lugares mais surpreendentes que já encontrei. É o cemitério dos capuchinhos. Este fica no convento dos frades capuchinhos em Roma. Trata-se de uma cripta com sete capelas, cada uma decorada de maneira mais macabra que a outra.
A morte é sempre um tema presente no cristianismo e nas ordens religiosas, e para lembrarem-se da brevidade desta vida, os frades construíram em 1624 a cripta, usando os ossos de mais de 4000 capuchinhos mortos, organizando-os nas maneiras mais inusitadas pelas paredes.
Ao contrário do que foi feito nas catacumbas de Paris, em que muros de ossos foram erguidos para conter a ossada inaproveitável atrás, os frades usaram os ossos para organizá-los em maneira artística, criando floreios, guirlandas, voltas e molduras, bonitas mas muito tétricas.
A composição em si é bastante impactante e muito assustadora. Na primeira capela, ao fundo dois esqueletos seguram ampulhetas, enquanto que, pendurado no topo, um anjo cadavérico tem em uma mão uma foice de ossos e na outra uma balança, como para nos lembrar de que nossa morte é certa, e nosso julgamento também. A capela é emoldurada por esqueletos de frades em oração, vestidos como monges, o que causava muita impressão. Alguns ainda conservavam alguns fios de barba presos às mandíbulas e aos zigomas.
O curioso é que, se você não nota que tudo é feito de ossos, é realmente muito bonito. Mas pouco a pouco você repara que os candelabros são de vértebras, que os frisos são de mandíbulas e que as guirlandas são de clavículas. Pelas paredes, caveiras aladas com asas de escápulas borboleteavam em todas as direções, fixando o visitador com suas órbitas vazias, lembrando-o de que ele também vai seguir pelo mesmo caminho.
Em uma das capelas, cinco nichos de crânios emolduram mais esqueletos de frades vestidos, uns deitados em sono eterno, outros rezando. No tímpano do nicho do meio, uma ampulheta alada, lembrando que o tempo passa.
Há somente uma capela que não possui nada decorado com ossos, que é onde os frades realizam as suas missas do dia de finados. O local escolhido para esta celebração não podia ser mais adequado.
Gostei muito desta visita, nunca havia visto nada assim e achei tudo muito fascinante. Infelizmente não se podia tirar fotos da cripta, portanto postei fotos retiradas da internet. Acho que a quem vai a Roma, isto tem que ser um must. Não pode deixar de visitar, pois dificilmente irá encontrar algo tão diferente, interessante, bizarro e macabro.
Terminei o meu dia caminhando até a Piazza di Spagna, com a graciosa igreja de Trinità dei Monti no topo e suas típicas escadarias, transbordantes de flores (embora estivessem todas em botões ainda), lotadas de gente tomando sol, conversando e sendo assediadas por vendedores de suvenires e bugigangas.
Cada lugar de Roma é de tirar o fôlego, sejam estes pontos monumentais, como a Piazza di Spagna e o monumento a Vittorio Emanuele II, ou pracinhas e ruelas escondidas. Tudo tem o seu charme e a sua beleza, fazendo desta uma cidade para se descobrir nos mínimos detalhes.
Todas as noites em Roma foram deliciosamente tépidas. Ao deitar na cama fiquei ouvindo o burburinho dos restaurantes lá em baixo. Adoro o som das pessoas conversando e dos talheres tinindo. De vez em quando, um acordeonista começava alguma música romântica. A cidade é realmente maravilhosa. E ainda havia muito para ver.
Passar pelas colunas gigantescas da entrada e se deparar com aquela cúpula colossal é uma experiência única. No topo há um buraco a céu aberto, com oito metros de diâmetro que se abre para o céu. A cúpula é perfeita, com exatamente 43,3 metros de altura por 43,3 metros de largura. Ali se encontra o túmulo de personagens ilustres como o artista renascentista Rafael e os reis Umberto I e Vittorio Emanuele II.
| Interior do panteão, mostrando o olho pelo qual o Sol inunda a cúpula. |
Em seguida ao Panteão, fui caminhando até o Coliseu para finalmente conhecê-lo. O legal de Roma é que tudo é relativamente perto de tudo, portanto se você for jovem ou disposto, pode fazer tudo a pé (eu mesmo peguei o ônibus duas vezes em toda a estadia, um para ir da estação de trens até a casa de minha prima e outro para voltar da casa de minha prima até a estação novamente). Além do quê, é uma cidade magnífica. Cada passeio vale a pena.
Antes dei uma passada em no Largo di Torre Argentina, que não tem nada a ver com os nossos muy queridos vizinhos, mas por causa de uma torre que fazia parte de uma residência antiga, de um tal senhor Johannes Burckardt, nativo de Estrasburgo, cujo nome latino é Argentoratum. O Sr. Burckardt gostava de denominar-se argentinus, e daí o nome pegou.
O largo é legal porque contém várias ruínas de templos romanos (um aspecto genial de Roma é que o tempo todo você dá de cara com alguma ruína romana. Ruína para cá, ruína para lá, a cidade está em ruínas!).
Lá, além dos templos, atualmente é um santuário de gatos, que vagabundeiam por Roma desde os tempos mais remotos.
| Um dos templos arruinados de Largo di Torre Argentina |
Prosseguindo o passeio dei uma parada no monte Capitolino, uma das sete colinas de Roma, para ter uma vista dos fóruns de cima. No alto dessa colina fica a prefeitura de Roma, e atrás há um miradouro com uma vista magnífica para os fóruns romanos.
É gostoso caminhar por Roma para absorver a alma desta cidade. Como desde sempre é lotada de artistas de rua fazendo as coisas mais incríveis, sorveteiros vendendo os estupendos sorvetes italianos, pedintes (infelizmente faz parte), etc. A cidade é barulhenta, vivaz, e imensamente bela. Não entenda barulhenta como pejorativo (ainda não chegamos em Nápoles), mas mais como alegre. Há uma aura diferente nesta cidade, algo especial.
| O capitólio de Roma, sede da prefeitura. |
| Os fóruns romanos, vistos do miradouro do monte Capitolino. À esquerda, em primeiro plano, ruínas do templo de Saturno. |
| Entrada do Coliseu. Repare no tamanho das pessoas em relação ao edifício. |
A fila para entrar percorre boa parte do andar térreo do Coliseu, e enquanto eu esperava pude admirar a solidez e tamanho das colunas que sustentam a estrutura. É uma coisa impressionante. Ademais, olhando todas aquelas arcadas, não pude deixar de lembrar de uma coisa curiosa.
A prostituição sempre foi muito difundida na Roma Antiga. No Coliseu, as prostitutas costumavam ficar embaixo dos arcos, esperando clientes. Durante os intervalos dos jogos, se podia contratar uma delas e divertir-se ali mesmo, sob os arcos do Coliseu. Daí surgiu o termo "fornicar", que veio do latim, fornicare, pois arco, nessa língua, é fornix.
Entrando lá, olhando para cima e vendo o que sobrou daquelas arquibancadas que um dia hospedaram mais de 50.000 pessoas, pensei como se sentiria um gladiador ao chegar na arena e ser saudado por esta multidão eufórica, ou como se sentiria apavorado um escravo ou cristão que fosse arrastado até lá para a sua morte truculenta.
| Interior do Coliseu. Abaixo da arena estão os alçapões de onde as feras eram içadas. |
A visita serviu também para mostrar-me como certos hábitos nunca mudam. Desde os tempos de Roma, 2000 anos atrás, há gente que rabisca as paredes e depreda o patrimônio público. No Coliseu, muito do revestimento de mármore foi rabiscado por espectadores, que escreviam os nomes dos seus gladiadores preferidos, desenhavam lutas memoráveis, entre outras coisas.
| Rabiscos mostrando uma luta entre gladiadores. |
Saí do edifício sempre olhando para atrás, pois não tem como não encher os olhos. É uma coisa estupenda! Bem que havia escrito Beda (672 - 735):
"Quamdiu stabit Colyseus stabit et Roma;
cum cadet Colyseus cadet et Roma;
cum cadet Roma cadet et mundus."
Ou seja, "Enquanto existir o Coliseu, existirá Roma; quando cair o Coliseu, cairá Roma; quando cair Roma, cairá o mundo".
Em seguida a visita deste ícone romano, segui para um dos lugares mais surpreendentes que já encontrei. É o cemitério dos capuchinhos. Este fica no convento dos frades capuchinhos em Roma. Trata-se de uma cripta com sete capelas, cada uma decorada de maneira mais macabra que a outra.
A morte é sempre um tema presente no cristianismo e nas ordens religiosas, e para lembrarem-se da brevidade desta vida, os frades construíram em 1624 a cripta, usando os ossos de mais de 4000 capuchinhos mortos, organizando-os nas maneiras mais inusitadas pelas paredes.
Ao contrário do que foi feito nas catacumbas de Paris, em que muros de ossos foram erguidos para conter a ossada inaproveitável atrás, os frades usaram os ossos para organizá-los em maneira artística, criando floreios, guirlandas, voltas e molduras, bonitas mas muito tétricas.
A composição em si é bastante impactante e muito assustadora. Na primeira capela, ao fundo dois esqueletos seguram ampulhetas, enquanto que, pendurado no topo, um anjo cadavérico tem em uma mão uma foice de ossos e na outra uma balança, como para nos lembrar de que nossa morte é certa, e nosso julgamento também. A capela é emoldurada por esqueletos de frades em oração, vestidos como monges, o que causava muita impressão. Alguns ainda conservavam alguns fios de barba presos às mandíbulas e aos zigomas.
![]() |
| Interior da primeira capela. Foto tirada da internet. |
O curioso é que, se você não nota que tudo é feito de ossos, é realmente muito bonito. Mas pouco a pouco você repara que os candelabros são de vértebras, que os frisos são de mandíbulas e que as guirlandas são de clavículas. Pelas paredes, caveiras aladas com asas de escápulas borboleteavam em todas as direções, fixando o visitador com suas órbitas vazias, lembrando-o de que ele também vai seguir pelo mesmo caminho.
Em uma das capelas, cinco nichos de crânios emolduram mais esqueletos de frades vestidos, uns deitados em sono eterno, outros rezando. No tímpano do nicho do meio, uma ampulheta alada, lembrando que o tempo passa.
![]() |
| Ampulheta de ossos sobre o tímpano do nicho. O tempo voa. Foto tirada da internet. |
Gostei muito desta visita, nunca havia visto nada assim e achei tudo muito fascinante. Infelizmente não se podia tirar fotos da cripta, portanto postei fotos retiradas da internet. Acho que a quem vai a Roma, isto tem que ser um must. Não pode deixar de visitar, pois dificilmente irá encontrar algo tão diferente, interessante, bizarro e macabro.
![]() |
| Esqueleto de frade meditando ominosamente. Foto tirada da internet. |
Cada lugar de Roma é de tirar o fôlego, sejam estes pontos monumentais, como a Piazza di Spagna e o monumento a Vittorio Emanuele II, ou pracinhas e ruelas escondidas. Tudo tem o seu charme e a sua beleza, fazendo desta uma cidade para se descobrir nos mínimos detalhes.
| Escadarias de Piazza di Spagna |
.jpg)
.jpg)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário